Limite - 01
É tão doloroso simplesmente desistir de algo que você trabalhou com tanto afinco por tanto tempo.
Se desiludir com sua própria ilusão e depois procurar culpados. E quando estamos tão absortos em questões religiosas que acabamos buscando culpados onde não deve existir (ou será que existe?)
Eu tenho inveja dos ateus. Eles fazem e ponto! Se deu, ótimo e se não deu, segue em frente sem olhar para trás. Alguns ainda trazem questões filosóficas, matemáticas, razões práticas e existenciais.
Mergulha em seu relacionamento, seu novo trabalho ou novo projeto. Não foi Deus ou deuses quem deu, foi ele, o ateu, que conseguiu. Devem se sentir até mais leves por não deverem nada a ninguém além de si mesmos.
Mas alguns mais sensíveis vivem se equilibrando nessa linha tênue entre o que existe e o que (talvez?) não existe. O que é real, o não é. Até que ponto existe o encanto? A mente do desesperado... a minha mente. Ora é real, ora apenas uso um pouco de mel e tudo irá se resolver. O que estará aqui? Foi minha culpa? O medo de errar é multiplicado, o medo do abandono é infinitamente triplicado. Quem diria... eu, tão cética, tão independente. Infeliz engano.
Esse texto não faz sentido, porque agora eu não estou fazendo sentido.
Eu ainda estou em uma rede, como aquela de pesca, num emaranhado de linhas sem saber como sair.
Eu estou sozinha comigo mesma agora. Estou em uma guerra infernal!
No limite de mim mesma.
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