Metamorphosis

 A postagem de hoje estava totalmente pronta em minha mente desde manhã. Mas é algo que tenho pensado muito. 

Tudo o que sou agora, tudo o que penso, o que sinto, são resultados de dois anos de mudanças e eventos impactantes e fortes... Situações que ocorreram tão rápido que não deram tempo de processar adequadamente.

Isso me leva a pensar sobre a Bruna que escreve agora. Uma pessoa muito mais intensa, e, não nego, furiosa e decepcionada consigo mesma. Seria idiotisse dizer que ainda estou perdida quando tenho alguém me apontando uma direção (não falo de relacionamento). 

Mas o que eu sinto o que está fluindo em mim, o que está exalando de minha pele é a idéia de uma pessoa que não merece amor... Não quero deixar totalmente a responsabilidade dessa pessoa frustrada e "fuck at all" na conta do meu relacionamento excêntrico e fracassado, mas muito comum nos dias de hoje (lembro-me de Bauman novamente), eu também tenho minhas responsabilidades, como por exemplo, permitir que esses sentimentos, esse monstro, saisse de vez em quando. Eu o via, mas preferi fingir não o ver. 




Devo admitir que depois da última desilusão, da última mentira, acho que as coisas pioraram para mim. "Você não é nada além de uma pequena vadia que quer atenção", então aceite qualquer coisa, qualquer um que a supra, não se apegue, aprenda a suportar ser descartada.




Os comportamentos destrutivos e meus desejos, existe um monstro em mim, que eu quero deixar sair, mas irá me destruir. E ele não deveria existir, mas está aqui, e cresce, ele arde... Loucamente. Me pergunto se algumas pessoas me vêem sob essa persona, esse monstro luxurioso, amargurado e destrutivo. 

Quem é você, Bruna?



*Perigo, não se aproxime

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